Após farra, Câmara de Inocência aprova devassa nas contas de fundo de servidores

Redação
Por
3 Minutos de leitura
Cristo na entrada de Inocência, que vive o boom da celulose. (Foto: Arquivo/Henrique Arakaki/Midiamax)

A Câmara Municipal de Inocência aprovou requerimento para devassa nas contas do Inoprev (Fundo Municipal de Previdência Social dos Servidores de Inocência), que já foi comandado pelo contador Michell Bruno Medeiros de Almeida, denunciado por desviar R$ 5,3 milhões dos cofres públicos com carros, imóveis, mulheres e lotéricas.

A decisão foi tomada na sessão de 19 de outubro, com apoio de sete dos nove vereadores. O presidente da Casa de Leis, Valmes José de Carvalho (PSDB), e o vereador Gabriel Leal (Novo) não participaram da votação.

Inocência vive um acelerado desenvolvimento econômico com a construção de fábrica de celulose da chilena Arauco e turbulências na política municipal. O prefeito Antônio Ângelo Garcia dos Santos, o Tonho da Cofapi (PP), enfrenta uma comissão processante quanto à fiscalização sobre o servidor. Os desvios foram na gestão do prefeito Toninho.

Durante a sessão na Câmara, o vereador Gabriel Leal fez a leitura do requerimento após a demanda ter chegado por meio da ouvidoria. Segundo ele, fiscalizar não é acusar, mas cumprir a obrigação de representantes da população.

Ele mencionou detalhes relacionados às movimentações financeiras identificadas em relatório elaborado pelo Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (LAB-LD/PCMS), que foi juntado à investigação envolvendo Michell Bruno Medeiros de Almeida. As movimentações financeiras chegam a R$ 34.474.850,05.

“É importante deixar claro que não se está afirmando que R$ 34.474.850,05 foram desviados, nem que todo esse dinheiro tenha efetivamente ingressado uma única vez no patrimônio ou nas contas pessoais de Michell. Crédito e débito representam fluxos financeiros, de modo que uma mesma quantia pode ingressar em determinada conta e posteriormente sair dela, sendo contabilizada nos dois lados. Também é necessário esclarecer tecnicamente se os dois blocos do relatório representam contas e movimentações inteiramente distintas ou se existe alguma sobreposição entre os dados”.

O requerimento aprovado solicita à Prefeitura de Inocência informações sobre a gestão administrativa e financeira do instituto, especialmente na gestão de Michell Bruno.

A administração municipal deve esclarecer qual o período da gestão dele no Inoprev, se foram realizadas auditorias, fiscalizações ou apurações administrativas sobre a gestão financeira do fundo, encaminhamento dos relatórios e providências adotadas.

Os vereadores também querem saber se dinheiro do Inoprev foi para a conta de Michell Bruno ou empresas relacionadas a ele. A prefeitura também deve enviar os relatórios financeiros do fundo. Michell Bruno ainda foi secretário de Administração de Inocência. Ele está preso.

Fonte – O Jacaré

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *