Rota Bioceânica atrai novos mercados para MS, movimentando US$ 268 milhões

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De janeiro a agosto de 2026, as operações com Chile, Bolívia, Paraguai e Argentina movimentaram US$ 268,3 milhões, o equivalente a 29,09% de todo o fluxo de comércio exterior do município no período.

Os dados compilados pelo Boletim Econômico, referente ao mês de setembro, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) de Campo Grande, mostram a importância crescente das relações comerciais com os países sul-americanos conectados pelo Rota Bioceânica e apontam oportunidades de ampliação de mercados para empresas e produtores de Mato Grosso do Sul.

Do total movimentado, US$ 172,8 milhões correspondem principalmente à entrada de gás natural e combustíveis provenientes da Bolívia. Já entre os produtos comercializados por Mato Grosso do Sul com os mercados da região, as carnes destinadas ao Chile representam US$ 47 milhões em exportações.

Para a prefeita Adriane Lopes, de Campo Grande, a intensificação das relações comerciais reforça a posição estratégica diante do processo de integração regional “A Rota Bioceânica amplia as nossas possibilidades de conexão com novos mercados e fortalece nossa posição estratégica no cenário sul-americano. Esse movimento gera oportunidades para o setor produtivo, estimula novos negócios e mostra que estamos preparados para aproveitar as transformações que essa integração traz para a nossa economia”.

Novos mercados para a produção local 

A relação comercial com os países da Rota Bioceânica ocorre em um momento de expansão das vendas externas de Mato Grosso do Sul. Nos primeiros oito meses de 2026, o município exportou US$ 631,3 milhões, crescimento de 35,6% em comparação com o mesmo período de 2025.

O resultado foi sustentado principalmente pela participação do agronegócio e da agroindústria, com produtos como carnes bovinas, óleos vegetais e derivados de grãos entre os destaques da pauta exportadora.

Para Ademar Silva Júnior, secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável de Campo Grande, a ampliação das relações comerciais abre espaço para que a produção local alcance novos consumidores “A diversificação dos mercados é importante para dar mais segurança ao setor produtivo e ampliar as oportunidades de negócios. A proximidade com os países da Rota Bioceânica cria uma condição favorável, especialmente para segmentos que já possuem capacidade de produção e podem avançar na busca por novos mercados”.

Integração regional

Além de facilitar a circulação de produtos, a integração proporcionada pelo Corredor Bioceânico amplia as possibilidades de conexão entre empresas, produtores e mercados de diferentes países.

Nesse cenário, a capital Campo Grande ocupa uma posição estratégica por sua localização e pela estrutura econômica já consolidada, especialmente nos segmentos ligados ao agronegócio, à agroindústria, ao comércio e aos serviços.

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