O Porto Gregório Curvo, em Corumbá — município da região oeste de Mato Grosso do Sul —, foi o terminal que mais movimentou cargas no ano de 2025, de acordo com a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). No último sábado (31), o local registrou o afundamento de uma barcaça carregada de minério.
Foram 5,6 milhões de toneladas de carga transportadas pelo porto nos 12 meses de 2025. Tudo o que passou por lá foi minério de ferro. Entre 2024 e 2025, o terminal registrou aumento de 135% no volume transportado.
Corumbá ainda responde por mais da metade da arrecadação da CFEM (Contribuição Financeira sobre Exploração de Mineração), imposto cobrado de empresas de mineração. Os dados constam em relatório da Semadesc-MS (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de MS).
Ao todo, são R$ 28.165.710,23 (vinte e oito milhões, cento e sessenta e cinco mil, setecentos e dez reais e vinte e três centavos) arrecadados na Cidade Branca em 2025, o que representa 56,81% da arrecadação estadual. No total, o Estado levantou R$ 49,5 milhões.

A barcaça que afundou no Rio Paraguai transportava aproximadamente mil toneladas de minério de ferro, segundo informações preliminares do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Conforme o Ibama, o licenciamento ambiental do empreendimento é de competência do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), mas o órgão também acompanha o caso. O Ibama solicitou as medidas adotadas pela empresa para acionar o Plano de Contingência para Incidentes. Além disso, junto ao Imasul, aguarda laudo pericial do acidente e as medidas para contenção e mitigação dos impactos ambientais na área afetada.
Por isso, ainda não há informações consolidadas sobre possíveis impactos ambientais no local. A Marinha do Brasil também foi comunicada, por meio da CFPN (Capitania Fluvial do Pantanal), e acompanha o caso.
Fonte – MidiaMax
